sábado, 29 de maio de 2010

To Be Where There's Life?


"O que pescar tem a ver com jogar bola?" foi meu último texto escrito no msn antes de começar esse post. Digo, o que tem a ver realmente?
Meus amigos, ou "amigos" passaram ultimamente por uma mudança de hábito, de vida, de humor, e pensei que já estaria na hora de fazer o mesmo. Digo, não vou fazer um post APENAS pra mostrar que "Oh, meu Deus, algo me iluminou e eu mudei", isso é inútil. Se você dizer ao mundo que mudou e na verdade depois de um tempo o hábito volta e você é enganado por si mesmo?

Anunciar uma mudança na vida requere certeza...

Certeza é algo que é alcançado com o tempo... Como disse, somos escravos de nossas memórias, feridas e etc. Há muitas chances dessas coisas te pegarem de jeito e te fazerem de bobo na frente das pessoas que você ama.
Proponho não uma mudança, mas uma reflexão (NÃO DE ESPELHOS E SIM DE PENSAMENTOS, QUE FIQUE CLARO!) sobre o que você acha da vida não só sua, mas das pessoas que você ama hoje em dia.
Não direi que mudei, mas acho que me adaptei da forma exata ao que o tempo me pede... por mais que eu necessitasse disso, após longos anos de teimosia, eu finalmente notei que estava errado (na verdade tinha notado faz mais de 2 anos, mas eu era teimoso, então deixa pra lá). As vezes sabemos do erro, mas o orgulho não nos deixa mudar, mas como eu disse, óculos escuros são para os fashions e os modernos e óculos de nerd são para os empolgados...

Eu disse isso né?
...

Acho que não.

Mas o que importa mesmo é que se você tem a bola, por que não vai pescar junto com os amigos no asfalto da Belém-Brasília tomando café gelado com pão recheado com miojo cru?
Aposto que vai ser uma experiência em tanto.

Ou tocar com sua banda num colégio de freiras, tocando musicas satânicas pagãs que falam de Jesus como o Rock'n Roll Star do Milênio enquanto a Etiópia queima profundamente com o aumento da taxa de IPTU, e você poderia solar a musica inteira com aquela Cítara Elétrica à Vapor da Fender que em parceria com a Jennifer fizeram tal instrumento tão apto de agressividade e amor?

Recitar versos antigos de Romeu e Julieta em Tiopês para a pessoa amada na frente do prédio dela, gritando com um megafone enquanto ela está no andar que fica entre o quinto pra cima enquanto está quarto dela tomando chá com cachaça e assistindo um show do Antônio Fagundes tocando os maiores sucessos do Pink Floyd em versão Blues com uma Gaita.
(isso seria interessante, será que alguém adere a idéia?)

Ou apenas ler a letra de To Be Where There's Life que também não faz o MENOR SENTIDO.

Seja o que for fazer, faça de coração.
Se te odeiam, deixa estar. Quando a pessoa que te odeia te encontrar, apenas sorrie e acene a cabeça, você fará essa pessoa feliz, SE O SORRISO NÃO PARECER FALSO.

E quando você se sentir só, não peça ajuda do solitário porque ele não sabe de porra nenhuma.
E se perder sua mosca de estimação, tudo bem, amanhã ela morre feliz...
Porque você deve se levar até a luz, até os sinais, além de portas trancadas para salas secretas onde a gente se perdeu há tempos atrás, quando lá ainda havia vida!

E acabo de perceber que esse post não fez sentido algum...
Tudo bem, era essa a intenção :D

Peace, brotha!!

domingo, 2 de maio de 2010

As Nossas Memórias.

Há quanto tempo, blogzinho! Desde aquele post estranho que não apareço aqui, ele parece estar virando um diário. Eu realmente tive muitas coisas pra fazer durante esse tempo, finalmente consegui passar no vestibular e agora estou conhecendo a vida acadêmica, mas eu tive alguns desânimos em relação ao meu curso. Começa pelo fato que é 'Vespertino-Noturno' e eu fiz esse curso pensando em fugir desse horário, mas acabei caindo nesa desgraça. Agora sou meio que desprendido do curso, mas tenho q fazer minha parte, pq num vou poder mudar de curso, caso eu passe no vestibular/vestibulinho. Ainda é o começo do ano, mas, vou começar a pensar nisso...

Mudando de assunto. Sobre o post de hoje, eu passei um tempão pensando no que escrever, que não fosse ruim e nem muito promissor, claro, aqui apenas coloco algumas informações interessantes que acho úteis (ou não) e pensamentos meus (ou não²), então, seguindo o segundo exemplo, vou falar um pouco sobre as memórias.

Digo, o que são memórias realmente? Eu ao longo da minha vida aprendi que são fatos que aconteceram, informações, que ficam guardadas e/ou registradas na sua mente. Até ai é o básico. Porém, hoje, indo pra federal, estava pensando (como um bom filósofo deve fazer...) sobre algo que me ocorreu: "porque não consigo lembrar de 'tal coisa'?"
Essa tal coisa, era feliz, então pensei, era algo muito feliz, e eu sei o que aconteceu, mas como aconteceu que não consigo lembrar, como foi o momento, só contenho a informação "feliz" como se estivesse sido escrita como o nome da "pasta com senha ou sem dados".
E logo me ocorreu a cabeça, que eu lembrei de algo muito triste que ocorreu no passado e, consegui lembrar de cada detalhe do que eu senti.
Seria nossas memórias atadas mais às tragédias do que os momentos felizes?

As vezes penso naquelas frases: A dor deixa marcas, cicatrizes.
E acho que realmente fazem sentido. Seria quase um equívoco dizer que não é verdade. Essas memórias parecem agir como cicatrizes, marcadas pra sempre na sua vida. Talvez seja um trauma, uma força motriz invisível que pulsa na nossa mente.

Estava falando com um amigo meu hoje, sobre certas coisas que faço, mas não sou eu, é um mecanismo automático que ativa e me faz agir desse jeito. No caso, é trauma, como se eu estivesse (des)preparado para qualquer coisa que me venha a acontecer, mesmo acontecendo ou não, e minha mente relaciona os atos passados com o de hoje, e junta tudo, e ativa o 'mecanismo'.
Não é exatamente culpa minha, mas ainda é, por isso que esse amigo meu sempre diz: "nunca deixe os seus sentimentos te controlar, você que os deve controlar", eu sou um pedaço de carne que vive e funciona de sentimentos, diferente dele que age muito com a razão (pode parecer piegas) eu começo mais a agir com o coração.

Talvez a vida nos torne escravos de nossas próprias lembranças e memórias, mas de um mundo onde o futuro é incerto e o passado mais ainda, por que não se arriscar?
Digo, quem pode comprovar que aconteceu mesmo? Livros? Cientístas? E se realmente não aconteceu mas eles comportaram como uma bíblia e jogaram na cabeça das pessoas para que sejamos obrigados a ter uma explicação pra tudo?
Devaneios da mente a parte. Ninguém pode lutar contra as forças da memória, o máximo que pode fazer é preenchê-la com outras memórias, até que elas se percam no subconsciente e fiquem por lá durante tempo indeterminado.

Termino por aqui esse post de devaneios da minha mente...
Espero ter tornado esses poucos momentos bem proveitosos pra pessoa que leu.

Até!

terça-feira, 13 de abril de 2010

Coisas que eu ando fazendo enquanto o blog pega poeira.

Cá estou com mais um post bem rapidinho, são 01:46 da matina do dia 13/04/2010, Dia do Beijo no caso.

Enfim, boas novas, passei no vestibular e isso tá consumindo grande parte do meu tempo que eu ficaria na internet (tarde e noite), sempre tem finais de semana, mas isso é mais pra lazer do que ficar escrevendo no blog.
Na verdade sou um hipócrita nojento que está com preguiça de escrever aqui, já que minha meta foi retornar à ele para dar auxílio em um outro blog, que tal blog também, está parado, e acho que as coisas já não nos vincula mais.

Bem, o que eu ando fazendo?


Grande parte da minha vida são eles ai ó. A Supernova, meu retiro do pânico que é a vida real...
Maitê, Igor, Khelson, Leo e claro, eu mesmo.
Não me pergunte porque estou TODO de verde... é algo muito aleatório a minha escolha de roupas nesses últimos anos, desde que limei as roupas pretas do meu aresenal "fashion" que cultivo no meu armário.

Bem, A UFPA é legal pacas, conheci novas pessoas, e ainda acho q elas não vão com a minha cara por que ser muito... forçado? Não sei, só fiz dois amigos para conversar até agora e nem sento perto deles, só quando a gente volta de busão 10h da noite que seriam o Renan e a Kaandra.
A Federal me proporcionou também a delícia de estudar novamente (sarcasmo ON) mas é isso ai, além de me proporcionar outra visão que eu necessitava durante um longo tempo...
E parece que está indo, mas pelo menos, eu poderia ter uma chance pra melhorar as coisas.

O que eu ando lendo? Não sei, espero que o Bruno me empreste "Assim Falou Zarathrustra" e "Fausto", estou interessado nestes livros. Ainda tenho um trabalho pra fazer pro fim do mês, uma defesa à Prometeu, isso me fode porque entrei num curso de Filosofia e meu teste vai ser um juri simulado? Já disse que eu odeio essa professora?


Jogando? World Destruction (Sands of Destruction nos EUA, BLERGH) pra DS, assim que eu terminar o jogo eu faço uma resenha. Ele foi feito pela MESMA equipe de Xenogears, com Yasunori Mitsuda nas musicas e tudo. Muito divertido o RPG, mas a história é bem simples comparada com a de Xeno.


Assistindo? Skins... Um seriado Inglês muito legal. Parece um The O.C. For Mature.
Podem ver ai na fotinho os "18".

Escutando? The Resistance e tudo o que eu puder do Oasis pra aprender as musicas o mais rápido possível (mas sempre a Natália me vem com: Já escutou 'bote nome da musica aqui'? É muito foda; E eu: Não ._.), Já achei algumas peças raras no meu ODIADO Be Here Now, como: My Big Mouth, I Hope I think I Know, All Around The World e Fade In Out.

É, a primeira vista pode não ser boa, mas depois que se escuta algo com dedicação, vc consegue gostar de algo, foi assim mesmo com The Incident, The Resistance, The Wall, e porque todos eles tem "The" no nome?

É isso, curtam as aulas amiguinhos!
Love and peace! AND FREAKIN' FUCKS TO EVERYONE IN THE TOWN! (Rap? -N)

o/

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A Letra e a Melodia... (para Daví das Águas)

Foi quando ele sentou naquela grama seca, olhando o céu pálido, com remorsos de que a chuva estaria por vir. Enquanto o sol que se escondia por trás das nuvens, mandava uma onda de calor aconchegante enquanto ele colocava o violão em seu colo e começava a fazer algumas notas soltas, ao afiná-lo.
E lembrar que naquela grama, há anos atrás ele costumava a correr com uma menina, com medo do amanhã, apenas vivendo pelo hoje. Por mais q parecesse um sonho, soava como um pesadelo. Suas memórias não eram feitas apenas por sonhos, canções e imagens de espíritos coloridos se entrelaçando nas correntes de cores ondulando pelos sons do violão.
Foi quando ele começou a cantarolar numa melodia.

"Eu me perdi de você
Dentro de mim e da minha loucura,
Apenas pude saber que você
Mais do que nunca desejava partir

Não acreditei,
Até não receber aquele sorriso,
Até não ouvir mais aquela voz
Até não sentir mais aquela pele
Até não ver mais aqueles olhos..."

As palavras por mais que parecessem gastas, não pareciam se entrelaçar com a melodia, e tudo ficou muito desorganizado, é como se elas não conseguíssem se unir, por mais que ele tentasse, a letra e a melodia ainda se afastavam, era como se elas se odiassem de uma forma amorosa. Elas não se completavam, nem se intrigavam, apenas se afastavam, afastavam.
E ele viu que isso estava tomando conta de sua própria mente, do seu passado.

"Elas amavam se odiar tanto quanto odiavam a se amar"

A disparidade entre elas faziam o sol e as nuvens se distanciarem, até, que para o pobre jovem, parecesse anoitecer, ou até mesmo, eclipsado toda a sua alma e seu espírito.
Porque, como todos sabem, para um músico, sua letra e sua melódia seriam como suas filhas.
E isso o entristecia muito. Seria mais fácil fazer uma outra melodia para que a letra se encaixasse, mas para ele, é muito mais que fazer apenas se encaixar.
O fato de se amarem é que quando estão juntas, soavam como separadas, mas respondendo uma à outra. As vezes, as letras e melodias não se escutam, ou se evitam, ou até mesmo, brigam. Com estas duas não era assim, elas se demarcavam entre terrítórios, de um momento cantavam juntas, outros brigavam, outros choravam e outras até mesmo, riam uma da outra.
Mas ele acreditava que a culpa não era de nenhuma das duas ou dele, mas do momento, do pensamento, daquele desejo afoito de resultado, mas isso viria com o tempo, contanto que as duas permanecessem juntas e tentando conquistar uma à outra.

Logo o jovem não sabia mais o que fazer e então, decidiu permanecê-las assim, intocadas, para que algum dia, elas finalmente se entendessem e fizessem do esforço do jovem, a bela canção que os unissem novamente.

"Um pequeno texto para o meu 'amigo' Daví das Águas"

sábado, 23 de janeiro de 2010

"O diario de um baixista" - Primeiro Ato

Cá estou, em mais um post, como não tenho muitas coisas para discutir, apenas vou complementar o blog com uma nova seção (MAIS UMA?), se trata de um pequeno diário de banda, "O Diário de um Baixista" irá dar algumas dicas e informar outras sobre algumas situações. Situações bizarras? Loucas? Sem graça? Ninguém sabe dizer, então, vou dar um pequeno resumo sobre a minha banda e o pobre baixista aqui.

"Meu nome é Andrey Alex, tenho 20 anos e sou baixista da banda Supernova, Oasis Cover. A banda teve início em junho de 2009, é bem nova, como sugere o nome, mas já tivemos experiencias legais no mundo da música.
Já nos apresentamos no Café com Arte, umas três vezes, com a nossa segunda formação. Ah sim! Tivemos uma formação antes da formação que as pessoas conhecem, mas não era muito diferente, só tinha outro vocal. Éramos compostos mais ou menos assim: Andrey (Baixo), Igor Pinheiro (Guitarra solo), Natália Cruz (Bateria), Maitê Gentil (Guitarra Base/ocasionalmente solo), Leonardo (Vocalista) e Kemps Lobo (Tecladista). Essa era a formação "Clássica". Tivemos 3 apresentações, todas com altos e baixos, o melhor que a parte alta foi a maior, ainda bem.

Mas, tivemos uns probleminhas. A Natália teve que se mudar pra Portugal e logo, a Maitê saiu da banda por motivos pessoais, e motivos dos quais até hoje nem entendi. E agora, a banda se reestruturou, estamos passando por uma fase de adaptação, o primo da Natália, o Khelson, um amigo de longa data também, entrou no lugar, e o outro foi o Felipe que entrou no lugar da maitê"

Agora sim. Como estamos em período de reestruturação, agora vamos ter que penar um pouco pra voltarmos à ativa.
Estar num baixo é como dar conselhos à uma pessoa. Ele é como se fosse a voz da consciência da musica, digamos que seja dividido assim:

Vocal - o ápice da musica, o ponto dourado.
Guitarra solo - o ponto dourado secundário.
Guitarra Base - o apoio para a solo e para a contagem dela.
Bateria - Apoio para toda a musica, o esqueleto constante.
Teclados - Ambientação da musica.
Baixo - Auxiliar de todos, já que este depende da bateria para se guiar.

É como se você desse uma cutucada em cada pessoa ali, e normalmente, se você estiver errando, alguém SEMPRE vai perceber.
Eu não fico só no baixo, as vezes eu passo pra fazer backing vocals, quando o Igor não consegue cantar porque ta solando.
Ter uma banda tem que ser no mínimo um desocupado numa hora do dia, porque, custa esse tempo, você tem que tirar as musicas, praticá-las, praticar de novo pra ver se não esquece, e finalmente, ter tempo para ir em estúdio e colocar a joça em ação!

Uma coisa interessante em dedicar uma parte de seu tempo à musica é que você começa a contemplá-la de forma diferente de quando você não entendia BULHUFAS dela. Antigamente a musica era uma coisa aos meus ouvidos, hoje em dia, são várias coisas. Sua sensibilidade muda em relação à ela, ela se torna mais do que duas coisas (antigamente eu só apreciava tal com duas partes, a letra e a musica), o que pode parecer uma burrice da minha parte, mas hei de quem falar algo, aposto que quase ninguém que não entende NADA de musica consiga diferenciar o baixo de uma guitarra.

Acho que o tempo é uma coisa muito escassa. Tipo, relacione-o sempre a coisas que sejam úteis para você, eu acho que ser baixista de uma banda séria vale a pena, já que a gente ganha grana e aprende algumas coisas, mas nunca faça como alguém (que não citarei o nome) que compra um violão e aprende pra fazer nada, ao invés de ficar foda e se dedicar à isso... e usar isso!!! Em prol do seu bem! Esse negócio de hobbie realmente enche o saco.

Bem, fico por aqui, espero que consiga escrever algo mais interessante!
Até o/